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Jornal da Vila

06/08/2017

Botafogo Challengers importa talentos de futebol americano

O americano Ron e o mexicano Diego jogaram por Ribeirão, que foi eliminado na semi-final pelo Weilers Rio Preto, que sagrou-se campeão paulista

 

Ronelle Stephens, o Ron, de 28 anos, nasceu em Richmond, na Virgínia, EUA. Atua como wide receiver (atacante) no Botafogo Challengers.
Quando criança gostava de jogar o nosso futebol e basquete na escola, mas brincava na rua de futebol americano. Começou a jogar para valer na escola no ensino médio e depois na faculdade. Diz que obteve mais experiência jogando fora do seu país.
"Eu jogava bem o soccer [como os americanos denominam o nosso futebol]. Era zagueiro, junto com meu irmão. Hoje jogo futebol americano mas meu sonho era o basquete", diz ele.
Jogou por dois anos na Austrália. Foi campeão duas vezes na liga semi profissional da costa oeste, em Perth. No Brasil jogou em Araçatuba por três meses em São Paulo uma temporada e em Ribeirão Preto por três meses. Vai ficar um mês nos Estados Unidos e pretende voltar em breve pois está namorando uma ribeirãopretana.
Acha a cidade muito legal, diferente de Araçatuba. Aqui tem diferentes pessoas de diversas regiões do país. Diz que lembra muito sua cidade natal.
Quanto ao Botafogo Challengers, ele acha que é bem dinâmico e com bom potencial, mas que precisa ser mais focado.
"Se o Botafogo Challengers usasse todo o potencial poderia ganhar campeonatos. O time jogaria melhor se tivesse mais apoio financeiro e o público prestigiasse mais", afirma Ron.

Mexicano
Diego Sanchez, de 29 anos, nasceu na cidade do México. Ele é um line baker (defesa) e é a terceira vez que joga pelo Botafogo Challengers. Tem o apelido de Bambam.
"Quando jogava na Liga Mayor, no México, não gostava de fazer ginástica e saía sempre bem nos testes. O pessoal falava que eu tinha força bruta igual do Bambam dos Flintstones", conta Diego.
Começou a jogar com 12 anos na categoria infantil da equipe Águilas Blancas. Depois, nas categorias juvenis, jogou pelo Los Dragones do Instituto Politécnico Nacional e já na Liga Mayor voltou a defender o Águilas Blancas.
"O México tem uma estrutura melhor que o Brasil. Lá, as crianças com oito anos já começam a jogar", diz ele.
Diego já participou de torneio no Peru e em Cáli, na Colômbia.
Começou a jogar pelo Botafogo Challengers em 2016. No ano passado o time tinha jogadores mais experientes. Agora tem muitos novatos e é preciso auxiliar e coordenar para ter um resultado melhor.
"Adoro Ribeirão Preto. É uma cidade muito boa, ainda que pequena. Tem muita coisa boa, apesar do calor", diz Diego Sanchez.

O anfitrião e intérprete
Kevin Henrique Garcia, de 23 anos, é safety (defesa) no Botafogo Challengers. Jogou em 2013 e 2014, parou e voltou em 2016.
"Pretendo continuar, mas depois que recuperar o joelho. Em 2017 joguei mesmo lesionado e agora em junho me afastei por não aguentar mais correr com dor no joelho", diz ele.
Quando criança, Kevin sempre gostou de esporte. Fez judô no Palestra e jogava futebol no Poliesportivo do Botafogo, mas diz que era ruim de bola.
"Jogo futebol americano por amor, já que não ganho salário pra isso", diz ele.
Os dois amigos estrangeiros são sempre recepcionados por Lucinéri, mãe do Kevin, do Auto Elétrico Donizete, na Rua Castro Alves.
"O Ron adora café e pão de queijo e também feijoada. Ele se adaptou muito bem no quesito alimentação. O Diego gosta de açaí, feijoada e picanha", diz Lucinéri.
Ron ainda tem dificuldade com o Portugês e Kevin serve de intérprete.